ABERTURA

Another Horizon

Stephanie M. Barber, EUA/USA, 2020, 09:00


Vulture

Phil Hoffman, CAN, 2019, 57:00

O filme volta seu olhar para animais de criação, a flora que os cerca, e o processo  da pecuária. Câmera parada e zoom em câmera lenta acompanham os animais pastando durante seus minutos de trocas interespécies. Quando deixados para vagar juntos, as sensibilidades dessas “feras” vêm à tona.

`Vulture’ sets its sight on farm animals, their surrounding flora, and the farming process. Static shots and slow moving zooms, follow the grazing animals in their minute inter-species exchanges. When left to roam together the sensibilities of these “beasts” are allowed to surface.


PROGRAMA LUCAS MURARI


Zona Abissal 

Luisa Marques & Darks Miranda, BRA, 2020, 14:00

Um ser híbrido surge da exploração do látex e tenta sobreviver em meio à destruição do mundo como conhecemos, junto a outros seres reais e imaginados, agarrando-se ao que ainda pode existir depois do fim. 


A hybrid being arises in a forest exploited for its latex and, together with other imaginary and real entities, tries to survive amid the destruction of the world as we know it, clinging to what may exist after its end.


Gede Vizyon 

Jefferson Kielwagen, Jean-Daniel Lafontant, Marcos Serafim, Steevens Simeon, 2018, 14:00

Um passeio pelo Grande Cemitério de Porto Príncipe, Haiti, guiado por um de seus habitantes. Algo corre solto pela estrutura labiríntica do cemitério, capturando imagens e sons pelo caminho, e criando uma experiência desnorteante. Em resposta a esta documentação, um Hougan cria poesia e uma Mambo canta hinos de Vodou.

An unusual tour of the Grand Cemetery of Port-au-Prince, Haiti. Something runs loose through the labyrinthine structure of the cemetery, capturing images and sounds on its way, and creating a disorienting experience. In response to this documentation, a Hougan creates poetry and a Mambo sings Vodou hymns.


16mm 

Daniel Steegmann, BRA/ALE, 2011, 4:00

Seguindo estratégias do cinema estrutural, 16mm toma a metragem de filme utilizada como a base constitutiva de sua forma e conteúdo. Um cabo de travelling tensionado 3 metros acima do solo da floresta forma uma linha reta, um corte seco no interior da selva. O comprimento do trilho é o mesmo do rolo de filme a ser utilizado no travelling: para 61 metros de película, a câmera avança 61 metros no interior da floresta. O resultado é um plano sequência contínuo, em velocidade regular, metro por metro, por dentro da floresta.

Following strategies of structural film making, 16mm plays with the footage roll used to film it as constitutive base of its form and content. We built a special traveling car, replaced the camera engine and built a transmission system that allows the camera to move along a tensioned steel cable as a traveling rail while shooting the film. The special thing of this modification is that a single engine runs, simultaneously and to the same speed, the film on the reel and the camera along the cable. This movie was shot in 16 mm film in the southwestern Brazilian rainforest, the Mata Atlântica.


Amérika: Bahía de Las Flechas 

Ana Vaz, 2016, 9:00

O vídeo revisita o lago Enriquillo, na atual República Dominicana, onde Cristóvão Colombo aportou, em 1492, e confrontou o povo autóctone Taino para estabelecer o primeiro assentamento europeu na América. Usando a câmera como extensão do próprio corpo, a artista evoca a mudança cultural e ecológica sofrida pelo território, para fazer a história emergir do próprio cenário. 

This video revisits Lake Enriquillo in present-day Dominican Republic, where Christopher Columbus landed in 1492 and confronted the native Taíno people to establish the first European settlement in America. Using the camera as an extension of her own body, the artist evokes the cultural and ecological changes undergone by the land to make history emerge from the actual setting. 


Xapirimuu

Orssarara Collective *, 2016, 6:00

Sonhar a terra entre nuvens para que o céu não caia. 

Dream the earth among clouds so that the sky does not fall. 

* Este filme faz parte do projeto “Arquivo Nuvens” concebido pelo Orssarara Ateliê e o Grupo multiTÃO – Labjor – Unicamp. 

This film is part of the project “Cloud Archive” conceived by Orssarara Atelier and the multiTÃO Group – Labjor – Unicamp. Orssarara Collective CC BY-NC-SA 2016


PROGRAMA RAJU ROYCHOWDHURY


Eu sei para onde vou 

Ben Rivers, GBR, 2009, 29:00

A rádio transmite um alerta de um tempo inclemente, mas nas áreas exploradas no filme o anúncio parece vir de um outro mundo. Esta excursão evocativa a locações britânicas remotas foca em vários eremitas e nos ambientes que habitam. Curiosidade e um toque de romance permeiam o filme, apesar de não conseguirem mascarar um sentimento inegável de melancolia. O filme descreve um futuro onde o papel do homem é descartado. Somente restos fossilizados sobraram de tudo o que imaginamos estar aqui na terra. Rivers minimiza os lugares-comuns da sociedade ocidental contemporânea e apresenta um estilo de vida parcialmente marcado pela civilização, ao mesmo tempo que evita ser apanhado a cada nova tendência. O filme apresenta a voz do importante geólogo antropoceno Jan Zalasiewicz.

The radio broadcasts an inclement weather warning, but in the areas explored in the film, the announcement seems as if from another world. This evocative excursion to remote British locations focuses on several hermits and the environments they inhabit. Curiosity and a touch of romance pervade the film, although they cannot mask an unmistakable feeling of gloom. It depicts a future where man’s role is played out. Only fossilised remains are left of everything we picture ourselves to be here on earth. Rivers downplays the commonplaces of contemporary Western society and presents a lifestyle partially marked by civilization while, at the same time, it avoids getting caught up in each new fad. The film features the voice of leading anthropocene geologist Jan Zalasiewicz.


O fazer e desfazer da Terra

Jessica Bardsley, EUA, 2018, 16:00

Combinando imagens de arquivo de processos da terra com entrevistas descrevendo experiências físicas misteriosas e ligações emocionais, o filme estabelece um paralelo entre o corpo e a terra como vasos com um núcleo borbulhante. Acompanhando uma compilação de aproximadamente cinco minutos de uma rocha fundida fluindo, o filme se move através da exploração de uma luta interna de uma mulher, mas é visualmente contada através das lentes de uma terra física: formações de cristais e minerais, montanhas, cavernas e fósseis sendo desenterrados como memórias antigas. O Fazer e Desfazer da Terra explora com um ritmo uniforme como tudo aquilo que enterramos dentro, eventualmente fala através da geologia do corpo.


Um filme reivindicado

Ana Vaz e Tristan Bera, FRA, 2015, 19:36

Qual o impacto do cinema na crise global climática? De acordo com os autores do filme, a crise ecológica é antes de tudo uma crise política, econômica e social; entretanto, é também uma crise cinematográfica, uma vez que o cinema coincide historicamente e de uma maneira crítica e descritiva com o desenvolvimento do Antropoceno. Um Filme Reivindicado é uma conversa, um ensaio cinematográfico que faz uma leitura da crise terrestre sob a influência e com a ajuda de filmes belos e terríveis que a acompanham.

What is the impact of cinema on the global climate crisis? According to the film’s authors, the ecological crisis is first of all a political, economic and social crisis; however, it is also a cinematic one, as cinema coincides historically and in a critical and descriptive way with the development of the anthropocene. A Film Reclaimed is a conversation, a cinematographic  essay that reads the terrestrial crisis under the influence and with the help of the beautiful and terrible films which have accompanied it.


Antes do colapso do Mont Blanc

Jacques Perconte, FRA, 2020, 16:08

Somos nós os últimos a ver os picos do Monte Branco? O calor do verão e os invernos amenos tem muito a ver com a queda de rochas que se multiplicaram nos últimos 20 anos. As montanhas estão desmoronando. Se isso é um sinal de mudança climática, também é um sinal de nossa ligação com a paisagem, que gostaríamos de poder classificar como patrimônio.

O maciço do Monte Branco não é nosso, a montanha é um estado, um momento, ela não estava lá há milhões de anos atrás, e ela vai se alterar de qualquer maneira. O problema aqui é a velocidade da transformação. Porque o equilíbrio destes picos desafiando o vazio, a longevidade destes glaciais é somente nosso ponto de vista. Na escala do movimento do planeta, é uma vibração. Montanhas estão despencando, e não há nada que possamos fazer a este respeito. E mesmo se tivéssemos os meios para ir até suas alturas e os admirar, ultrapassar estes picos inacessíveis onde muitos exploradores perderam suas vidas tentando ganhar o privilégio de ultrapassá-los, as montanhas continuarão a cair como também continuarão a se elevar. Se o Monte Branco cai, ele também se ergue.

Are we the very last to see the peaks of Mont Blanc? The heat of the summers and the mild winters have a lot to do with the rock falls, which have multiplied over the last 20 years or so. The mountains are collapsing. If this is a sign of climate change, it is also a sign of our attachment to the landscape, which we would like to be able to classify as a heritage site.


The Mont Blanc massif is not ours, the mountain is a state, it is a moment, it wasn’t there millions years ago, and it will change in any case. The problem here would be that of speed of change. Because the equilibrium of these peaks defying the void, the longevity of these glaciers is only our point of view. On the scale of the planet’s motion, it’s a vibration. Mountains are falling, and there’s nothing we can do about it. And even if we have the means to rise to their height to admire them, to surpass those inaccessible peaks where many explorers lost their lives trying to gain the privilege of overcoming them, the mountains will continue to fall as they continue to rise. If Mont Blanc falls, it also rises.


PROGRAMA CINE FAC URUGUAI


Preces (Plegarias)

Ángela López Ruiz, URU, 1999, 1:29

Fragmento da instalação interativa e itinerante feita como uma oferenda a Iemanjá na praia Malvin em Montevidéu em fevereiro de 1999.

Fragment of an interactive and itinerant installation made with a gift to Yemoja at Malvin beach in Montevideo in February 1999.


Color Montevideo

Lidia García Millan, URU, 1954/55, 3:41

Neste trabalho, a cineasta propõe uma transversalidade entre som, pintura e cinema, a partir de um amadurecimento conceitual único em seu contexto. A trilha sonora foi criada especialmente para o trabalho a partir da projeção de músicos do Hot Jazz Club. Teve o seu circuito nacional e ganhou relevância internacional a partir do projeto “Arqueologia da Imagem” (Fundação de Arte Contemporânea, 2007-2014). Este projeto coordenou a restauração do original no laboratório BB Optics no Simpósio dos Filmes Órfãos de 2010 (Universidade de Nova Iorque) apresentado por Ángela López.

In this work, the filmmaker proposes transversality between sound, painting and cinema based on a unique contextualized conceptual growth. The soundtrack was created specially for this work based on the projection of musicians of the Hot Jazz Club.  It was screened nationally and gained international relevance thanks to the Archeology of Image Project (FAC, 2004-2014). This project coordinated the restoration of the original film in the BB Optics laboratory at the Orphan Films Symposium (University of New York) presented by Ángela López.


Viaje de Ida

Teresa Puppo, URU, 2010, 7:06

Uma história sussurrada, às vezes compreensível, outras incompreensível, narra uma viagem onde duas dimensões do espaço-tempo se sobrepõem. O filme em preto e branco, feito em 16mm com tratamento de camadas, realça a multidimensionalidade temporal da história e traz uma sensação de estranheza.

A whispered story, sometimes comprehensible, at times incomprehensible, narrates a journey where both dimensions, space-time, overlap. The black and white film, in 16mm with a layering treatment, highlights the temporal multidimensionality of the story and awakens a feeling of oddness.


Irrupción

Diago Amir, URU, 2020, 6:18

Este trabalho de apropriação audiovisual reflete sobre a sociedade contemporânea, denunciando os limites difusos entre as imagens e suas representações.

This work of audiovisual appropriation reflects on contemporary society, denouncing the blurry boundaries between images and their representation.


Pelo de Gate

Domenica Pioli, Sofia Martínez, URU, 2019, 2:38

Um diálogo construído a partir de um roteiro mínimo, o acidental e o incerto. Uma história que fala sobre desejo, sobre fantasia. Cada uma explora o corpo da outra e de si mesma. Os limites se borram para serem traçados de novo e de novo.

A dialogue constructed from a minimal screenplay, the accidental and the uncertain. A story on desire, phantasy. Each of them explores the body of the other and its own. The limits get blurry just to be traced again and again.


Comme un joyau

Ina Lopez, URU, 2020, 2:23

Um tapa sexo numa caixa de Pandora ressoa com o erotismo do universo feminino, do arquivo pessoal e da fábula.

A loincloth in a Pandora’s box echoes the eroticism from the feminine universe, personal file and fable.


Derrumbamiento

Guillermo Zabaleta, 2014, 5:33

Este tríptico é em si um arquivo, o levantamento de um acontecimento público a partir de uma instância privada, que se torna pública e transfigurada. O imaginário social desmorona e o espectador será uma testemunha histórica.

This triptych is in itself a file, a survey of a public event from a private instance that becomes public and transfigured. The social imagery collapses and the viewer becomes a witness of history.


PROGRAMA 1


Dear Friend 

Luca Sorgato, ITA, 2020, 1:00

Durante a pandemia da Covid-19, um homem escreve uma carta a um amigo querido.

During the covid-19 pandemic, a man writes a letter to a dear friend.


The Lilac Game 

Emma Piper-Burket, EUA, 2019, 4:14

O Jogo Lilás é uma celebração da natureza e um jogo o qual os espectadores podem jogar. Volume I de Filmes para o Futuro, uma série de filmes em 16mm sobre a natureza, manualmente feitos e revelados, pensados para espectadores do futuro vivendo em um tempo em que o mundo natural não existirá mais como hoje em dia.

The Lilac Game is a celebration of springtime and a game that audiences can play. Volume I of Films for a Future, a series of handmade and hand processed 16mm nature films, intended for future viewers living in a time when the natural world no longer exist as it does today.


Revision 

Mikhail Zheleznikov, RUS, 2020, 4:02 

Um breve estudo de uma foto antiga encontrada no ano anterior em Oberhausen.

A short study of an old photo found in Oberhausen last year.


Pine and Genesee 

Kelly Gallagher, EUA, 2020, 2:26

Um curta documentário experimental sobre um lugar que serviu como ponto de parada na rota de fuga dos escravos (chamada Undergound Railroad), o apagamento da história, e o que devemos àqueles que que vieram e lutaram antes de nós.

A short experimental documentary about the site of a former stop on the Underground Railroad, the erasure of history, and what we owe those who came and struggled before us.


Originate / Recompile 

Federica Foglia, ITA, 2020, 4:20

Em 1962 Ernesto de Marino viajou para o sul da Itália para sua pesquisa etnográfica e filmou “La Taranta”. Um estudo sobre mulheres que foram envenenadas pela mordida de uma Tarântula enquanto faziam a colheita nos campos. O remédio contra o veneno mortal era uma dança folclórica chamada Taranta. As mulheres eliminavam todo o veneno de seus corpos dançando com a ajuda de músicos e padres locais. Estudos mostraram que este fenômeno destacou que, na maioria dos casos, essas mulheres sofriam de doenças mentais e histeria devido a abusos sexuais e pobreza. Atualmente na Itália uma dinâmica similar ressurgiu, desenterrando histórias de grupos de mulheres imigrantes (na maioria vindas da Romênia) que foram vítimas de exploração sexual e nas lavouras em Ragusa, Sicília.

In 1962 Ernesto De Martino travelled to the South of Italy for his ethnographic research and shot “La Taranta”. A study around women who were poisoned by a Trantula bite while harvesting in the fields. The remedy against the deadly poison was a folk dance called Taranta. The women danced the poison out of their bodies with the help of local musicians and priests. Studies around this phenomenon have highlighted that, in the majority of cases, these women were suffering severe mental illness and hysteria due to sexual abuse and poverty. In present-day Italy a similar dynamic has resurfaced, uncovering the stories of groups of immigrant women (mostly from Romania) who were victims of agricultural and sexual exploitation in Ragusa, Sicly. 


Domestic Altar 

Polina Berestovaia, RUS, 2020, 10:25

O trabalho em vídeo descreve o espaço íntimo do altar, escondido dos olhos do mundo externo. As personagens, brincando, se oferecem para se sacrificarem, falam de medo, que na verdade não está lá. E há somente o poder e autoridade infinitos disfarçados de submissão. 
Potted plants are weaned from the flesh of their native land, but they continue to spread networks of roots and fill centimeters of room space. The viewer becomes a visitor to a secluded garden, where each plant has its own character, and in the flower, literally – its own face.


Locus Suspectus

J.M. Martínez, EUA, 2019, 8:11 

Ideologias em erosão mudam as areias da irrealidade. Narrativas sombreadas refletindo superfícies. Algoritmos polarizadores, percepções em deterioração. O organismo cria o meio-ambiente. Retorno aos elementos.

Eroding ideologies shift sands of unreality. Shadow cast narratives reflecting surface. Polarizing algorithms weathering perceptions. The organism creates the environment. Return to the elements.


Widow’s End 

Jil Guyon, EUA, 2109, 4:42

Os perigos do isolamento e o clima de instabilidade se encontram neste vídeo de tela dividida tendo como pano de fundo a pedreira de um vulcão de rocha vermelha no sul da Islândia. Uma mulher solitária, presa em uma paisagem extrema e inóspita, encontra-se envolta por uma faixa de tecido preto. Esta colisão entre suas realidades interna e externa produz uma cena visual que é ao mesmo tempo bela e horrenda em sua invocação da perda.

The perils of isolation and climate instability meet in this split screen video set against the backdrop of a volcanic red rock quarry in southern Iceland. Caught in an extreme, inhospitable landscape, a lone woman finds herself enveloped in a swath of black fabric. This collision of her inner and outer realities elicits a visual tableaux that is both beautiful and horrific in its invocation of loss.


Tomorrow I Failed Completely 

Masha Godovannaya, AUS, 2020, 6:30 

Combinando filme em 16mm e vídeo digital com narrativa poética, o filme é construído a partir das ações mundanas e narrativas de uma pessoa que tenta se manter viva, sã e salva nos tempos do Encontro com a catástrofe (a pandemia da Covid-19, lockdowns nacionais, auto-isolamento, fronteiras fechadas e a crise econômica que se segue tudo isso), enquanto escapa para a escrita e filmagem a fim de imaginar um futuro melhor.

Combining 16 mm film and digital video, with poetic storytelling, the film is built on mundane actions and narratives of an individual who tries to keep herself alive, safe and sane in the times of the Encounter with the catastrophe (the Covid-19 outbreak, national lock-downs, self-isolation, closed borders and the ensuing economic crisis), while escaping into writing and filming in order to imagine the better future.


PROGRAMA 2


Uncertain Territory 

Laura Focarazzo, Argentina, 2019, 03:36

Cada demarcação envolve estabelecer o que a define e o que a excede.

Território incerto provoca uma reflexão sobre a maneira na qual nós nos relacionamos com a natureza.Caçador ou presa, como saber quem é cativo?
Each demarcation involves establishing what it defines itself and what it exceeds it.
Uncertain Territory allows us to reflect about the manner in which we relate with nature.
Hunter and prey, how can we know who is the captive?


Ghost Forest

Dee Hood, EUA/USA, 2020, 03:47

Dinheiro tem uma forma estranha de desequilibrar a natureza, tirando ecossistemas de sintonia entre si. Nossa falta de entendimento destas delicadas conexões leva a perdas profundas e a fantasmas nas florestas.

Money has a strange way of tipping the balance of nature, throwing ecosystems out of sync. Our lack of understanding these delicate connections has led to deep loss and ghost forests.


Macuil 

Jael Jacobo, MEX, 2019, 4:20 

A criação com as mãos na história da humanidade, dos primeiros homens que entalharam sobre as pedras até civilizações avançadas na busca de representação espiritual. Música: Rodrigo Martínez e Ezequiel Guido.

The creation with the hands in the history of humanity, from the first men who carved on rocks to advanced civilizations in search of the representation of spirituality. Music: Rodrigo Martínez and Ezequiel Guido.


A Maiden’s Prayer 

Tzuan Wu, TWN, 6:30

Este trabalho foi feito em memória a um amigo que faleceu. Estruturado a partir de seu poema, com fragmentos perdidos como filmes de diário, visitando ruínas, e teatro semi-improvisado, produzindo uma lembrança de uma memória distante. Aquilo que você deve comemorar é o seu momento mori. Ao mesmo tempo, no centro de mil camadas do Campo de Absoluto Horror, uma jovem continua a rezar. Coberta por um círculo mágico, alguém reza em um porão que ninguém mais alcança. No Templo Desolado, na Academia Ohtori, ou outra de nossas comunidades imaginárias. Do jardim, o caminhão de lixo toca “A Oração da Jovem”…

This work made for the memory of a friend who has passed on. Structured by his poem, with stray fragments like diary films, visitings of ruins, and semi-improv theater, fabricating a souvenir of a faraway memory. The things you should commemorate are the “memento mori” of yours. Meanwhile, in the center of thousand layers of Absolute Terror Field, a maiden is still praying. Covered by a magic circle, someone prays in a basement that no one could reach. In The Desolated Temple, in Ohtori Academy, or other imaginary communities of ours. From its garden, the garbage trunk is singing “A Maiden’s Prayer”…


In and Out a Window

Richard Tuohy & Dianna Barrie, AUS, 2021, 13:00 

Nossa janela da frente, dentro e fora.

Our front window, inside and out.


All the Pretty Summer Colors Jon Behrens, 4:14


Eidolon 

Mike Rollo, CAN, 2020, 3:40

O vidente passa por debaixo dos galhos, cruza os campos, observa os silenciosos cantos da criação. Claro e escuro se alternam mostrando suas faces, um fantasma de dois lados, uma energia que muda de forma através do tempo. O vidente toma notas, coleciona eidolons, um gênero de morcegos.

The seer passes beneath branches, crosses fields, observes the quiet corners of creation. Bright and dark take turns showing their faces, a two-sided phantasm, one energy shape-shifting through time. The seer makes note, gleans eidolons.


DURMIENTES (le battement de la forêt) 

Isabel Pérez del Pulgar, Espanha, 2019, 5:24

Um enorme animal encalhado atravessando a história de milênios. Um grande pulmão expandido lutando para respirar. Sobrevivente do vandalismo e do saqueamento. Transformado em atração fotográfica de turistas sem memória. Lá permanece, se contraindo em sua cama pedregosa. Carcereiro de lendas, refúgio das fadas. A floresta encantada. A floresta que respira. A floresta primária.

Like a huge stranded animal traversing the history of millennia. A large expanded lung struggling to breathe. Survivor of vandalism and looting. Turned into photographic attraction of tourists without memory. There it remains, contracting in its stony bed. Jailer of legends, refuge of the fairies. The enchanted forest. The forest that breathes. The primary forest.


Phsychè Trophikè 

Bruno Varela, MEX, 2020, 2:14”
A vida vegetativa.
Ar, sopro, respiração, espírito, vida.
Um corpo leve, muito similar a um vento quente, que se espalha por todos os organismos.
Espíritos vitais.
É o ar que nos toca a todo tempo, vivemos “submersos” em um mar de ar, resultado de um acontecimento vegetal.
16mm e 120, fitogramas.
Imagens coLabor entre espécies.
the vegetative life
air, blow, breathing, spirit, life.
a light body, similar to a breath of warm wind, spreading itself among all organisms.
vital spirits.it’s the air that touches us all the time, we live “submerged” in a sea of air, the result of a vegetal event.
16mm and 120, phytograms coLabor images between species


Reverse Shadow 

Janie Geiser, EUA, 2019, 8:00 

Rios correm vermelhos, aviões pairam acima das águas, navios viajam na escuridão, e torres sobem e tombam. O desastre parece eminente conforme o caçador prepara o tiro. O corpo é um alvo macio.

Rivers run red, planes hover above the waters, ships travel in darkness, and towers loom and topple. Disaster seems imminent as the hunters prepare to shoot. The body is a soft target.


Of All Nothing

Dagie Brundert, ALE, 2021, 3:00 

Nem uma hora de sol por três dias. Nem uma hora de sol por trinta dias. É inverno, mas não de verdade, não está de fato frio. Há nabos aqui, mas você não deveria vê-los. Não há mais nada para se ver aqui. Mas a névoa não é linda? para mim stá tudo muito aglomerado por aqui. Nem uma hora de sol por três dias. A estrela é feita de plástico.

Not one hour of sun for three days. Not one hour of sun for thirty days. It’s winter, but not really winter, it’s not really cold. There are turnips here, but you shouldn’t see them. There is nothing more to see here. But isn’t the fog beautiful? It’s all too crowded here for me. Not one hour of sun for three days. The star is made of plastic.


PROGRAMA 3


Terra à vista 

Lívia Sá, Brasil, 2020, 5:11 

Terra à vista é um curta metragem experimental filmado em Super 8 nos estados brasileiros da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. O filme começa com uma imagem do Monte Pascoal, o primeiro avistado pelos portugueses, pelos quais o processo de colonização foi iniciado e como consequência o extermínio dos povos indígenas. O filme documenta momentos do cotidiano justapostos com cenas da resistência de diferentes comunidades indígenas durante uma manifestação em São Paulo. O filme conta com a narração de Leila Rocha Guarani Nhandeva (liderança indígena de Yvy Katu / Porto Lindo; Guarani Kaiowás – Mato Grosso do Sul)

Land in Sight is an experimental short film shot on Super 8mm film in the states of Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro and São Paulo, in Brazil.The film begins with an image of Monte Pascoal, the first spotted land by the Portuguese, through which the colonization process was initiated and consequently, the extermination of the indigenous people. The film documents everyday moments that juxtapose with scenes of resistance from different indigenous communities during a protest in São Paulo. The film has the narration of Leila Rocha Guarani Nhandeva (indigenous leadership of Yvy Katu/ Porto Lindo; Guarani-Kaiowás- Mato Grosso do Sul).


Curupira, criatura das florestas 

Félix Blume, Brasil, 2018, 35:00 

Bem no coração da Amazônia, os habitantes Tauary nos convidam a escutar os sons da selva, seus pássaros e animais. Porém surgem sons estranhos: uma criatura se movimenta com cautela ao redor das árvores. Alguns deles ouviram falar dela, pouquíssimos já a viram, aqueles que a encontraram nunca retornaram. Ela enfeitiça, encanta e leva pessoas a se perderem: cada um deles conta a seu modo uma história e tenta decifrar seus sons. Curupira, criatura das florestas nos leva à busca deste ser: uma reflexão sobre mitos e seu lugar no mundo contemporâneo, um som de suspense no meio da selva.

At the very heart of the Amazon, Tauary inhabitants invite us to listen to the sounds of the jungle, their birds and animals. However, some weird sounds appear: a creature prowling around the trees. Some of them have heard her, very few have ever seen her, those who have found her have never came back. She charms, she enchants, she leads people to get lost: each of them tells a story their own way and tries to decipher her sounds. Curupira, creature of the woods… takes us in search of this being: a reflection about myths and their place in contemporary world, a sound thriller in the midst of the jungle.


A Hidra de Iguaçu

Directed by Cristiana Miranda, Brasil, 2020, 14:17 

No sal risos de pedras.

In the salt chuckled of rocks.


PROGRAMA 4


Tik-Tak

Michael Fleming, Reino Unido, 2020, 12:00 

“O que significa ser um animal autoconsciente? Significa saber que é comida para vermes.

Nós surgimos do nada, nós temos um nome, uma vontade excruciante interna por vida e autoexpressão e mesmo com tudo isso também de morrer. O ser humano está fora da natureza e inevitavelmente dentro dela: o ser humano tem uma consciência de sua própria singularidade esplêndida na qual ele se destaca da natureza como uma majestade imponente, e ainda assim ele retorna poucos metros para dentro da terra a fim de cegamente e estupidamente apodrecer e desaparecer para sempre. Um dilema terrível de ter e estar dentro. … Tique-Taque.

“What does it mean to be a self-conscious animal? It means to know that one is food for worms.

We emerge from nothing, we have a name, an excruciating inner yearning for life and self-expression and with all this yet to die. Man is out of nature and hopelessly in it: he has an awareness of his own splendid uniqueness in that he sticks out of nature with a towering majesty, and yet he goes back into the ground a few feet in order to blindly and dumbly rot and disappear forever. It is a terrifying dilemma to be in and to have to live with. ….Tik-Tak.


Culture Leap (non-linear)

Roger Horn, 2020, 2:35 

A primazia cultural. Cultura acima da raça.

The primacy of culture. Culture over race.


Death Dance

Fran Orallo, GBR, 2017, 1:00 

Dança Mortal consiste em um vídeo colagem formado por imagens baixadas da rede. Em meu trabalho eu me aproprio de imagens já criadas para gerar um novo sentido. Com uma influência surrealista eu crio imagens através da descontextualização e justaposição dessas imagens encontradas, com a intenção de gerar metáforas, poesia visual, e desafiando a ideia de autoria e propriedade intelectual.

Death Dance consists of a video collage formed by images downloaded from the network. In my work I usually appropriated images already created to generate a new sense, with surrealist influence I create new images through the decontextualization and juxtaposition of these found images, with the intention of generating metaphors, visual poetry, and questioning the idea of authorship and intellectual property.


Deep Blue 

Sebastian Wiedemann, COL, 2020, 7:45 

Nascentes e Apneias entre os mundos para resistir à pandemia e re-existir.

Springs and Apneas between Worlds to resist and re-exist the pandemic.


Because the sky is blue

Wenhua Shi, EUA, 2020, 3:24

Um filme curto faz tributo a minha cidade natal de Wuhan, China. Toda a fonte de filmagem corresponde a vídeos de 15 segundos do feed da mídia social de amigos de infância de Wenhua.

A short piece tributes to my hometown Wuhan, China. All source footage is from Wenhua’s childhood friends’ social media 15-second video feed.


The Resistance of Amnesia 

Shile Feng, CHI, 2020, 15:13 

A filmagem captura a jornada da artista e sua visita de volta ao seu país de origem, China. Filmado com uma câmera 16mm, o filme levanta questões frente ao seu senso de pertencimento e definição de casa. Entre memória e esquecimento, a tensão entre atravessar fronteiras, morte e vida, relação humano-animal, práticas ritualísticas e vida secular, construção e desconstrução, existência e ausência, realidade e sonho, são traduzidos em um grupo de montagens metafóricas para resistir à amnésia.

The footage captures the artist’s journey and her visit back to her home country, China. Shot with a 16mm camera, the film raises questions towards her sense of belonging and definition of home. In between memory and oblivion, the tension between crossover borders, death and life, human-animal relationship, ritual practices and secular life, construction and deconstruction, existence and absence, reality and dream, are translated into a group of metaphoric montages to resist amnesia.


PROGRAMA 5


A Proposal to project in Scope 

Viktoria Schmid, AUS, 2020, 8:00 

O trabalho mais recente na série delicadamente fascinante dirigida por Schmid nos pede para reconsiderar o retângulo sobre o qual nossos deleites cinematográficos são projetados. Filmado em 35mm durante o curso de um dia, cercado por dunas, pelo mar e florestas na costa da Lituânia, Schmid reconfigura a tela como um quadro em branco sobre a qual a luz do sol, o vento e sombras criam uma arte cinematográfica atraente e nova. (Neil Young, Vienna Shorts)

The latest in director Schmid’s delicately fascinating “Proposals” series asks us to reconsider the rectangle upon which our cinematic delights are projected. Filmed on 35-mm over the course of one day, surrounded by dunes, sea and forests on the Lithuanian coast, Schmid reconfigures the screen as a blank canvas upon which sunlight, wind, and shadow create an alluring new form of cinematic art. (Neil Young – Vienna Shorts)


Every Rupture (Cada ruptura)

Sasha Litvintseva, GBR, 2020, 13:00 

Um navio de cruzeiro durante o referendo do Brexit. Uma colônia de pássaros matando involuntariamente a floresta que eles chamam de casa. Um mundo numa pandemia. Nada é um sistema fechado. Ao percorrer estas três ecologias o filme questiona o que imagens antigas podem significar depois de uma ruptura, e oferece um espaço para o luto.

A cruise ship during the Brexit referendum. A colony of birds unwittingly killing the forest they call home. A world in a pandemic. Nothing is a closed system. In moving through these three ecologies the film questions what old images can mean after a rupture and offers a space of mourning.


Earth had issues Loading… 

Leonardo Pirondi, EUA, 2020, 9:10

Uma reflexão sobre a relação entre humanos, natureza e tecnologia. – “Primeiro construímos as ferramentas, então elas nos constroem”

A meditation on the relationship between humans, nature, and technology. – “First we build the tools, then they built us”.


WINSPIT (Pedreira Winspit)

Emily Charlton, GBR, 2021, 8:38

Filmado na Costa Jurássica, WINSPIT explora o processo extrativo da pedreira de Purbeck. Combinando material de arquivo e cenas da paisagem, o filme intenciona refletir sobre os territórios emaranhados e interioridades industriais da terra.

Shot on the Jurassic Coast, WINSPIT explores the extractive process of cliff quarrying Purbeck Stone. Combining archival material and landscape shots the film hopes to reflect on the tangled territories and industrial interiorities of the earth.


Where we used to swim

Daniel Asadi Faezi, ALE, 2019, 7:39

Lago Urmia no norte do Irã já foi o maior lago do Oriente Médio. Mas a ação humana deu início a seu curso e trouxe a seca. Hoje em dia apenas 5% do lago original permanece. O restante está seco e coberto de sal. Torna-se um símbolo político por todo o país.

Este ensaio cinematográfico observa os lugares do presente e do passado, e tece uma nova narrativa com fragmentos de identidade e memória.

Lake Urmia in Northern Iran was once the biggest lake of the Middle East. But human influence has set its course and brought the drought. Nowadays just 5% of the original lake remain. The rest is dried out and covered by salt. It became a political symbol all over the country.


This cinematic essay observes the places of present and past and weaves a new narration with fragments of identity and memory.


GRID

Alexandre Alagôa, POR, 2021, 14:00

Um ritual de grades, reflexos e precipícios; um completo estado de entropia; um espaço que devora a si próprio; uma vertigem que destrói a gravidade da Terra; uma armadilha que nos captura para dentro dos vazios da tela de luz: “Aquela arena em branco que converge para dentro de si centenas de espaços ao mesmo tempo.” (Hollis Frampton)

A ritual of grids, reflections and chasms; a complete state of entropy; a space that devours itself; a vertigo that destroys the gravity of the Earth; a trap that captures us inside the voids of the screen of light: «That blank arena wherein converge at once the hundred spaces» (Hollis Frampton).


Democracy

Wheeler Winston Dixon, EUA, 2020, 3:47 

Uma reflexão sobre o atual estado da União.

“Nunca esqueçamos que aquele governo somos nós e não um poder estrangeiro sobre nós. Os últimos governantes de nossa democracia não são o presidente e senadores e congressistas e oficiais do governo, mas os eleitores deste país.”

A meditation on the current state of the Union.

“Let us never forget that government is ourselves and not an alien power over us. The ultimate rulers of our democracy are not a President and senators and congressmen and government officials, but the voters of this country.” – Franklin D. Roosevelt


PROGRAMA 6


A Cristalização de Brasília

Guerreiro do Divino Amor, BRA, 2020, 7:35

Na busca para criar um Atlas Mundial Superficcional, Guerreiro do Divino Amor investiga como vários tipos de ficção (histórica, geográfica, social, midiática, política e religiosa) afetam o desenvolvimento do espaço e o imaginário coletivo. O quarto capítulo do projeto Atlas Mundial Superficcional, A Cristalização de Brasília explora a ideia de futuro como um passado petrificado. Em um tempo geológico acelerado, séculos se cristalizam em poucos meses na forma de uma cidade. Esse processo é comandado pela força do racionalismo místico que tem o poder de embalsamar ideias e estruturas sociais de modo que essas durem para sempre.

Aiming to create a Superfictional World Atlas, Guerreiro do Divino Amor investigates how fictions of various kinds, like historical, geographical, social, media-related, political and religious, affect the development of space and the collective imagination. As the fourth chapter of the Superfictional Atlas project, “The Crystallistion of Brasília” explores the ideia of the future as a petrified past. In an accelerated geological time, centuries crystallize in a few months in the form of a city. This process is driven by the force of mystical rationalism, which has the power to embalm ideas and social structures so that they last forever.


Fratura exposta, Pt. I “A Sonâmbula”

Natália Reis, BRA, 2020, 7:00 

Primeiro segmento de uma série de colagens/”expostas” de um delírio febril.

First segment of a series of collages/”exposed” of a feverish delirium.


Ser Feliz no Vão

Directed by Lucas H. Rossi dos Santos, BRA, 2020, 10:00 

“Um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaços. Liberta-se da língua, liberdade para falar.”

“A black essay on trains, beaches and occupying spaces. Freedom from language, freedom to speak”


TRANSVERBO

by Oliver Cárdenas, BRA, 2019, 20:00 

Transcender o verbo, as designações. Resistir, ocupar e desconstruir.

Transcend verb, designations. Resist, occupy and deconstruct.


Fogo contra fogo

Rebecca Moure, BRA, 2021, 3:48 

Manifesto-oração-ritual-feitiço, imbuído de fragmentos escritos de Ana Mendieta, Isabelle Stengers, Ailton Krenak, Donna Haraway, Davi Kopenawa, Aline Pachamama e Didi-Huberman, entre outros.

Música e texto de Leandra Lambert. Direção e videodesign de Rebecca Moure.

Manifesto-pray-ritual-spell, containing fragments of writings by Ana Mendieta, Isabelle Stengers, Ailton Krenak, Donna Haraway, Davi Kopenawa, Aline Pachamama and Didi-Huberman, among others.
Music and text by Leandra Lambert
Direction and videodesign by Rebecca Moure


Um cavalo olhou para o céu com esperança de fuga

Alcimar Veríssimo, BRA, 2021, 19:00 

Durante 19 minutos, assistimos a um cavalo refletir sobre ser pai, o colapso global, foguetes espaciais, tempo, relações interpessoais, sua linha de pensamento paira no ar na forma de cores fantasmagóricas.

For 19 minutes, as we watch a horse reflecting on fatherhood, the global collapse, space rockets, time and interpersonal relationships, his trail of thoughts hovers in the air in the form of ghostly colors.